Levantamento da ValeCard aponta alta também para o etanol. Pesquisa considera transações realizadas entre 1º e 26 de setembro em mais de 25 mil postos credenciados no Brasil.
O preço médio do diesel S-10 aumentou 2,43% em setembro, enquanto a gasolina registrou nova redução e completou o quinto mês consecutivo de queda. O etanol também ficou mais caro, interrompendo, assim como o diesel, uma sequência de quatro meses de recuo. Os dados são de levantamento da ValeCard.
Diesel S-10 registra maior alta
O diesel S-10 passou de R$ 7,159 para R$ 7,333 por litro, acréscimo de R$ 0,174. O aumento atingiu 26 das 27 unidades da Federação, com exceção do Espírito Santo, onde houve queda de 0,79%.
As maiores elevações foram registradas no Rio Grande do Sul, com 5,56%, e em Santa Catarina, com 4,51%. O Amapá apresentou o maior preço médio nacional, de R$ 8,334 por litro, enquanto o Rio Grande do Sul teve o menor, de R$ 6,722.
Segundo a ValeCard, a pressão sobre o diesel está relacionada à combinação de preços internacionais mais elevados, dependência de importações e menor disponibilidade do produto no mercado externo. O levantamento também menciona restrições ao fluxo de petróleo e derivados pelo Estreito de Ormuz e problemas em refinarias russas.
Gasolina mantém trajetória de queda
Na direção oposta, a gasolina recuou 0,09% e passou de R$ 6,774 para R$ 6,768 por litro, redução de R$ 0,006. Apesar da queda na média nacional, 13 Estados registraram aumento. O Distrito Federal apresentou a maior alta, de 1,60%, enquanto a Bahia teve a maior redução, de 1,82%.
Etanol volta a subir
O preço médio do etanol aumentou 1,47%, passando de R$ 4,275 para R$ 4,338 por litro. Mesmo com a elevação de setembro, o valor permaneceu R$ 0,540 por litro, ou 11,07%, abaixo do registrado em abril.
A relação média entre o preço do etanol e o da gasolina ficou em aproximadamente 64% em setembro, ante 63% em agosto. Em 17 unidades da Federação, a proporção permaneceu dentro da referência de até 70% utilizada no levantamento para avaliar a competitividade do biocombustível.
Fonte: Economia
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