Segunda maior refinaria do Brasil reduziu em R$ 0,44 o litro da gasolina A vendido às distribuidoras. Unidade responde por 42% do abastecimento do Nordeste e 80% do mercado da Bahia.
A Refinaria de Mataripe, localizada em São Francisco do Conde, na Região Metropolitana de Salvador, reduziu em 11,3% o preço da gasolina A comercializada com as distribuidoras. Com a mudança, o litro passou de R$ 3,93 para R$ 3,49, uma redução de R$ 0,44. As informações foram publicadas nesta quinta-feira, 13 de agosto de 2026, pela Tribuna do Paraná, com dados atribuídos à Agência Brasil.
A unidade é considerada a segunda maior refinaria do país e possui participação relevante no fornecimento regional de combustíveis. Segundo os dados divulgados, Mataripe é responsável por 42% do abastecimento do Nordeste e por 80% do abastecimento da Bahia.
Preço cai R$ 0,44 por litro nas distribuidoras
Antes da redução, a gasolina A produzida na refinaria era comercializada por R$ 3,93 por litro. Com o corte de 11,3%, o preço passou para R$ 3,49, representando uma diferença de R$ 0,44 por litro no valor praticado pela unidade para as empresas distribuidoras.
Mesmo após a redução, o combustível comercializado pela Refinaria de Mataripe permanece acima do valor praticado pela Petrobras. De acordo com as informações divulgadas, a estatal vende a gasolina por R$ 2,61 por litro, o que representa uma diferença de R$ 0,88 em comparação aos R$ 3,49 cobrados em Mataripe.
Subsídio está relacionado à redução
A queda incorpora um subsídio de R$ 0,44 por litro previsto na Medida Provisória nº 1.358, publicada pelo governo federal. Conforme a reportagem, a medida autoriza o reembolso às refinarias como forma de compensar o aumento nos custos do combustível associado à guerra do Irã.
O valor do subsídio coincide com a redução nominal registrada na gasolina A comercializada pela refinaria, que também foi de R$ 0,44 por litro entre o preço anterior e o novo valor.
Redução na refinaria não representa preço final nos postos
A diminuição para R$ 3,49 por litro ocorre na etapa de venda da gasolina A às distribuidoras e, portanto, não significa que o consumidor encontrará o combustível por esse preço nas bombas dos postos.
O valor final pago pelo motorista incorpora outros componentes. Entre eles estão tributos, despesas com frete, margens de lucro das distribuidoras e dos postos revendedores, além dos custos relacionados à mistura obrigatória de etanol à gasolina. Por isso, uma alteração no preço praticado pela refinaria não é equivalente, de forma automática, a uma redução de mesma proporção no preço final ao consumidor.
Mataripe representa 14% da capacidade nacional de refino
Além de sua participação expressiva no Nordeste, a Refinaria de Mataripe responde por aproximadamente 14% da capacidade de refino do Brasil. A estrutura possui capacidade para processar cerca de 302 mil barris de petróleo por dia.
A refinaria pertence à Acelen, companhia controlada pelo fundo de investimento Mubadala Capital, dos Emirados Árabes Unidos. O grupo adquiriu a unidade da Petrobras em 2021. Antes da mudança de controle, a instalação era denominada Refinaria Landulpho Alves.
Entre as dez maiores refinarias brasileiras, Mataripe é a única que não pertence à Petrobras. A estatal já manifestou interesse em recomprar a unidade. Atualmente, a maior refinaria do Brasil é a Replan, localizada em Paulínia, no interior de São Paulo.
A redução de 11,3% em Mataripe ganha relevância pelo peso da unidade no sistema de abastecimento do Nordeste, principalmente na Bahia. Para o consumidor, porém, o impacto efetivo dependerá das demais parcelas que compõem o preço dos combustíveis até a chegada da gasolina aos postos.
Fonte: Tribuna do Paraná, com informações da Agência Brasil.
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